A Mantovani & Mori executa também estacas tipo raiz com possibilidade de aplicação de ar comprimido imediatamente após a moldagem do fuste e no topo do mesmo durante a remoção do revestimento visando garantir a integridade da estaca.
As principais diferenças das estacas injetadas com relação às demais são:
Estacas raiz são geralmente armadas com barras de aço e sua armadura é envolvida por argamassa ou calda de cimento, nunca por concreto.
Histórico
O desenvolvimento e utilização desse tipo de estaca deu-se a partir da década de 50, originalmente para reforço de fundações e melhoramento do solo pelo professor Fernando Lizzi, que requereu na Itália as primeiras patentes.
A idéia inicial seria de criar com estas estacas um reticulado – “pali radici” – com estacas inclinadas em várias direções de modo a transformar o solo em um “solo armado”, de maneira a transmitir as cargas através de blocos dimensionados como fundação direta, mas esse conceito foi sendo modificado passando as estacas escavadas injetadas às vezes com comprimentos maiores e nas quais conta-se apenas com o atrito lateral.
Com isso, seu uso, que restringia-se a reforço de fundação passou também a estaca normal utilizável em quaisquer condições.
A execução da estaca raiz compreende quatro fases distintas:
A perfuração em solo é executada por rotação de tubos com circulação de água injetada pelo interior dos mesmos e retornando à superfície pela face externa dos tubos. À medida em que a perfuração avança, os tubos são emendados por rosca e são sacados após instalação da armadura e aplicação da argamassa.
O revestimento pode ser instalado parcialmente nos furos, caso o terreno permita. Nessa caso, a perfuração abaixo da cota dos tubos é feita também por rotação, com auxílio de circulação de água com utilização do tricone.
A parte inferior do revestimento possui diâmetro ligeiramente maior que o tubo, de modo que o atrito entre o solo e a parede dos tubos é reduzido. Como a água retorna à superfície pelo interstício anular formado entre o revestimento e o terreno, o diâmetro acabado da estaca é sempre maior que o diâmetro externo do tubo.
A Mantovani & Mori dispõe da perfuratriz hidráulica MC140 – CZM, com motor diesel de 73 HP de potência instalada, podendo trabalhar em locais com pé direito reduzido (da ordem de 3m) e espaços limitados, executando perfurações verticais ou inclinadas.
Pode-se ainda perfurar diversos materiais como alvenaria, concreto ou rocha a partir da colocação de pastilhas de wídia nas sapatas de perfuração ou perfuração por rotopercussão com martelo de fundo acionado por ar comprimido.
Atingida a cota de projeto, continua-se a injetar água sem avanço do revestimento para limpeza do furo. Feito isso, instala-se a armadura.
A seguir, introduz-se o tubo de injeção de PVC até o final da perfuração de baixo para cima, até que a argamassa extravase pela boca do tubo de revestimento garantindo-se assim que a água ou lama seja substituída pela argamassa feita em misturador de alta turbulência.
De acordo com a NBR 6122, o consumo mínimo de cimento deve ser de 600 kg/m³ com um traço mais utilizado de 80 litros de areia para 1 saco de 50 kgf de cimento e 20 a 25 litros de água, conferindo à argamassa uma resistência superior a 20 MPa.
Com isso, rosquea-se um tampão metálico na extremidade superior do revestimento. Esse tampão é conectado a um compressor que permite a aplicação de golpes de ar comprimido durante a extração do revestimento. Simultaneamente, completa-se o nível de argamassa que vai descendo enquanto os tubos são retirados.
R. José Fumachi, 171 - Jardim Virgínia, Itatiba SP | Cep 13257 450 [ Mapa de Localização ]
Tel.: (11) 4538-3244